Umm Kulthoum

Eu não poderia deixar de referenciar o que há de mais tradicional e histórico na música árabe. Umm Kulthoum foi a cantora mais ilustre e famosa no mundo árabe no século 20. Ela é única em suas interpretações, deixando um legado a ser explorado, estando suas músicas presentes nos momentos mais sofisticados e exaltantes de um show. Quem tiver a oportunidade de ouvir as versões originais, poderá sentir toda a emoção na qual tais composições são interpretadas.

Umm Kulthoum nasceu no Egito em 1898, na cidade Daqaheleya Governatorato, em uma família de talentosos músicos. Seu pai era um recitor de poemas e canções religiosas. Herdou dele a pureza e a força da voz. Foi para o Cairo em 1923, tornou-se seguidora de grandes músicos da época. Mais tarde, fez sua aparição pública com suas próprias gravações e discos . Essa senhora maravilhosa foi agraciada com medalhas e condecorações no Egito, alguns países árabes e europeus. Ela foi chamada de "A Estrela do Oriente" e "A Dama da Canção em Árabe".

Ela cultivava a posição de porta-voz para várias causas. Defendeu o apoio governamental para a música e músicos, adotou uma fundação de caridade e, sobretudo, após a derrota do Egito na guerra de 1967, começou uma série de concertos nacionais e internacionais para ajudar seu país. Viajou por todo o Egito e o mundo árabe, recolhendo as contribuições e doando o produto de suas performances ao governo Egípcio. Estes shows foram muito divulgados e assumiram o caráter de visitas de Estado. Umm Kulthum foi recebida por estadistas, visitou monumentos culturais e, em entrevistas, repetiu suas opiniões sobre a importância do apoio à cultura árabe. Mais do que uma cantora, ela se tornou "a voz e o rosto do Egito".

Ela faleceu em 03 de fevereiro de 1975. Para celebrar uma vida movimentada de imaginação, criação e magnificência, foi inalgurado dois dias antes de seu aniversário (31 Dezembro), o Kawkab Al-Sharq (Estrela do Oriente), museu com o intuito de celebrar a vida e o trabalho da lendária cantora.

Enta Omri é um clássico de Umm Kulthoum. Existem muitas versões gravadas com essa música, porém, ouvi-la na voz da mais famosa cantora da história do mundo árabe tem um gostinho mais que especial para os amantes deste estilo musical.

Enta Omri

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Abdul Halim Hafez

Particularmente adoro ver como a música se faz patrimônio de uma cultura e marca momentos dentro da história. É importante para nós estudantes, termos consciência da representatividade da música árabe não usando-a somente como mais um adorno de nossas apresentações, mas como algo que irá nos inspirar profundamente por sua história e seus referenciais.

Desde o início da Revolução de 1952, a voz de Abdul Halim Hafez e de seus tutores Mohamed Abdul Wahab e Om Kalthoum manifestou o romântismo, sentimentos, aspirações e sonhos de toda a nação árabe. A voz de Abdul Halim Hafez foi expressiva em um dos períodos mais importantes da história árabe, durante o qual as esperanças nacionais e sonhos com um futuro promissor seguiram a eliminação do colonialismo.

Abdul Halim Hafez realizou o seu papel não apenas como um cantor, mas sim como um participante na formulação de acontecimentos políticos da nação árabe. Durante este período, cantar foi a forma mais notável e influente da arte, sendo mais disseminada do que o cinema, pintura e literatura. Milhões de árabes escutaram e foram profundamente influenciados pelas canções de Abdul Halim Hafez e seus pares.

Abdul Halim Hafez nasceu em 1929, em uma vila a 80 quilômetros ao norte do Cairo. No dia de seu nascimento, sua mãe morreu e seu pai veio a falecer pouco tempo depois. Seu talento musical surgiu quando ele estava na escola primária. Seu primeiro professor de música era seu irmão mais velho, Ismail Shabana que era cantor. Em 30 março 1977, uma página de destaque na história da música árabe foi encerrada com a morte de Abdul Halim Hafez.

Fonte: http://www.sis.gov.eg

Gana El Hawa


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Lama Rah el Sabr

Esta é uma música que danço com frequência aqui em Abu Dabhi. Além de ser alegre ela é muito rica em floreios enriquecendo o show.

Aqui ela é interpretada por Nancy Ajram.



Aqui a letra

Lama Rah el Sabr

lama rah el sabr meno
gana yesaal an dawaa
eli shofi ahla omr
ahla omr nkoon sawa

w ah men hirti ou tahzin
ou ah men shouei lel habibi
ah yebaad ou yebakini
ah men el farhi eli nasini
ah men sobr ah men sabr w ah!

Dobt hira ghira moura
We leili atwal men sana
Eli:malek?
Oult:bahlem bass leila men hana

Fonte: http://www.allthelyrics.com/forum/arabic-lyrics-translation/66817-nancy-ajram-lama-rah-el-sabr.html
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Enta Eih - Nancy Ajram

Nossa mais que conhecida Nancy Ajram.

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Habibet Alby - Joe Ashkar

Essa eu não podia deixar de mostrar para vocês!
Esse é um clip que passa a todo momento na MTV Arabia. A história do clip é uma gracinha e a música é agradável de se ouvir.


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Joumhoureyet Alby- Mohamed Eskandar

Essa música é uma sensação no Líbano. Na minha passagem por lá em agosto tive a oportunidade de conhecer alguns lugares que tocam música libanesa e as pessoas ficavam extremamente animadas quando tocavam esta música.
No meu primeiro dia de show em Abu Dhabi os músicos colocaram esta música para eu dançar bengala. Eu fiquei bem feliz pois a casa estava cheia de pessoas que conheciam a música e cantavam enquanto eu dançava. É uma música com uma energia muito legal!

Joumhoureyet Alby

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Zay el Assal

Quero compartilhar com vocês uma música que eu não conhecia e trabalhando aqui em Abu Dhabi tive a oportunidade de trabalha-la com os músicos do restaurante que eu danço.
É uma música lindissima e me emociono sempre que danço.

Achei este vídeo e a letra, a tradução eu estou a procura, mas sei que "Zay el Assal" significa "Como o Mel". É uma música antiga como vocês podem ver no vídeo mas muito tocada atualmente nos shows.

Enjoy



Segue também a letra da música.

Zay el Assal

Abelt kteer... Farashouli 3ashani el ard 7arir
W shoft kteer... w ma shoft zay habibi ameer
Manish rayda... Manish rayda ella houwwa manish rayda
Mafish fayda... Mafih fayda ella houwwa mafish fayda

Fil bo3d 3ash2ah... fil orb 3ash2ah
Zay el assal 3ala albi hawah.

Men soghrena we7na binebni 3eshena ma3 ba3dena
Men hobbena yet3allem el teir mennena el hawa zayyena
W kberna wel hawa keber, wala 7ad fil dunia 2eder
yefarra2na walaw leila... di ossetna ossa taweela

Fil bo3d 3ash2ah... fil orb 3ash2ah
Zay el assal 3ala albi hawah.

Fonte:http://www.bellydanceforums.net/lyrics/758-sabah-zay-el-assal-lyrics-translation.html

Outros vídeos com esta música no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=Lzf9Jzr9Jng&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=7S6j5J5wmWc&feature=related
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Eventos


Belly Dance pelo Brasil



Belly Dance Exterior



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As fases...

Ao longo de minha carreira pude presenciar inúmeras mulheres iniciando seu curso de dança e também desistindo rapidamente do mesmo. Desde que encontrei este texto escrito por Jorge Sabongi passei a utilizá-lo como instrumento de trabalho. Talvez eu me identifique tanto que tomei como linha de pensamento no que diz respeito à trajetória de uma praticante de dança do ventre. É claro que nunca poderemos generalizar e considerar que todas passarão por tais situações, até por que cada mulher com sua individualidade física e biológica a de viver sua relação única com esta prática. Para as iniciantes e para as veteranas na prática peço que não se assustem pois, conhecendo melhor este universo você poderá direcionar seus objetivos minimizando sensações indesejáveis para usufruir com tranqüilidade dos benefícios que a dança pode lhes oferecer.
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Sabemos que a dança do ventre é uma jornada para o resto da vida de todas as mulheres que se predisponham a levá-la a sério e tê-la consigo como balizamento emocional, e elemento estruturador da auto-estima. Em se tratando de aprendizado com intuito profissional, existem algumas fases que devem ser conhecidas:

1) Sede de aprendizado - Tudo começa quando uma mulher tem o primeiro contato com a dança e vislumbra a possibilidade de vir a aprendê-la. Nesse instante, quer saber tudo o que a professora sabe, e acredita que em um mês estará totalmente desenvolta a fim de se apresentar para quem mais gosta.

2) Desânimo ao achar que nunca vai aprender (primeiros 6 meses) - Aparece nas primeiras dificuldades com movimentos mais elaborados e que necessitam coordenação específica.

3) Confiança em acreditar que pode fazer (1 ano) - Após superar o desânimo e continuar com perseverança seus estudos de dança, percebe que, com treino, consegue fazer alguns dos movimentos já suficientes para cumprir os objetivos para os quais se determinou.

4) A primeira dança para o público - É o momento mais importante. Aqui fica definida qual a estrada que vai trilhar. Se as palmas e os elogios acontecem, provavelmente inicia-se um processo de euforia e a crença de que poderá ir além.

5) Início de danças para o público com mais freqüência (2 anos) - Início de uma fase difícil de lidar. A bailarina acredita que domina seu público e que "já sabe tudo"e "pode ensinar muito". Ouve pouco e fala demais. Inicia uma fase de auto-confiança semelhante a uma bolha, que pode esvaziar a qualquer momento. Ela mesma desenha para si uma promessa de sucesso; sua preocupação principal: o cachê. O ego começa a contrastar.

6) Desequilíbrio com o ego e dificuldades em lidar com a humildade - Lida com elogios de forma desequilibrada, podendo perder os traços de humildade. É a tendência para criticar e o desconforto extremo quando vira para si o alvo da crítica. Nesse momento, geralmente, começa a dar aulas, despreparada e sem a generosidade necessária. Assim, não oferece a suas alunas o que de fato deveria.

7) Estrelismo (3 anos) - A pior de todas as fases. O momento negro na carreira da bailarina de dança do ventre profissional. Acredita que ninguém sabe mais do que ela: "todos precisam aprender". É a senhora das palavras, das opiniões e das verdades. Modéstia passa a ser uma palavra desconhecida e o convívio social é permeado pelo interesse profissional. Por vezes, ao ser questionada sobre seu tempo de estudos em dança do ventre adiciona todos os cursos de balé que já fez na vida e diz "já estou trabalhando nessa área há dez anos", quando na verdade só começou a estudar a dança oriental há dois. A inflação no tempo de experiência pode ser extendida para a lista de apresentações profissionais e até mesmo a dança no clube do bairro está lá presente no currículo.

8) O sucesso não chegou como previsto - É o momento da dúvida: afinal, o que saiu errado? A cartilha dizia que era esse o caminho; em que ponto do mapa fica o sucesso tão almejado? O mapa, na verdade, não existe, e a bailarina percebe que precisará escrever seu próprio mapa, se desejar continuar.

9) Desânimo com o que já sabe - Acontece ao perceber que faz sempre as mesmas coisas, os mesmos movimentos, e dança sempre com as mesmas músicas. Surge a sensação de que parou no tempo. Já não se contenta mais com o pouco que desenvolveu e entra em depressão com a dança. Em muitos casos, acaba realizando suas apresentações meramente para angariar recursos financeiros; é uma fase perigosa, pois a tendência aqui é "criar" formas de chamar a atenção para a dança, coisas que ninguém nunca fez e que, eventualmente, podem ser um grande chamariz para atrair as pessoas ou a mídia. Um desrespeito à cultura e à arte. É uma fase de procurar atalhos.

10) Estacionar com o aprendizado (4 anos) - Além do tédio de ter que se apresentar sempre com as mesmas músicas, as mesmas roupas (pois o ânimo e a criatividade parecem que foram embora para sempre), agora parece que já não existem fontes confiáveis e conhecimentos para adquirir, e o jeito será manter a dança como fonte de renda financeira, por mais pesado que pareça este fardo; e aparece a preocupação "tenho que aumentar meu cachê... afinal já estou há quatro anos trabalhando como profissional!".

11) Indecisão sobre a dança e seus propósitos pessoais - A dúvida começa a pairar. Foi realmente um acerto ter escolhido esta estrada? Acredita que já aprendeu tudo o que podia. E mesmo assim o questionamento "ser uma estrela" ou "ser uma farsa" tem um grande impacto emocional.

12) Decisão de procurar novas fontes (5 anos) - Se conseguir superar a fase anterior, inicia-se um novo horizonte, com idéias, fluxos de criatividade e vibrações de possibilidades que antes pareciam obscuras.

13) Necessidade de reconhecimento - Começa a acreditar que ninguém, neste período todo de carreira, reconheceu seu valor e tudo o que aprendeu durante anos. O mundo não a compreendeu e não reconhece o talento visível que é.

14) Amadurecimento e respeito pela arte (10 anos) - É o momento em que se atinge o primeiro platô de sabedoria. Percebe que ainda não aprendeu absolutamente nada do que existe neste manancial de cultura e começa a respeitar mais seu corpo e seu aprendizado. Percebe que a estrada é mais longa do que imaginava e agora a incorpora para sempre. Já faz parte do seu sangue conviver com o aprendizado da dança. A humildade começa a aparecer e fica difícil a convivência com as iniciantes que se encontram na fase do desequilíbrio com o ego.

15) Procura incessante por novas fontes e maneiras de dançar - O prazer agora, mais do que nunca, está na descoberta do que durante tantos anos esteve oculto: o conhecimento. Encontra as respostas para muitas atitudes de antes e com tudo que toma contato percebe um sentido melhor, pois já teve oportunidade de sentir e compartilhar pessoalmente no passado.

16) Equilíbrio artístico e definição de métodos de ensino - Já não faz tanta diferença como os outros pensam ou como o mercado reage às suas investidas. Desenvolve seu trabalho procurando sempre ferramentas para aprimorar seus métodos para ensinar, passar a frente tudo o que aprendeu. O aprendizado e o aperfeiçoamento agora importam demais para si.

17) Especialização de danças e investimento na imagem (15 anos) - Começam a fazer parte do currículo danças folclóricas dos países árabes, mediterrâneo, sempre embasadas em um amplo conhecimento em cada assunto. Seu nome começa a ganhar destaque no mercado da dança. Cresce a credibilidade e desenvolve um trabalho sério. Surgem os workshops.

18) Ensino do que aprendeu na carreira - Agora o mais importante é a alavancagem de maior conhecimento possível. Esta passa a ser a fonte de seu prazer. Sua dança só enriquece se descobre novas fontes de conhecimento; e delas sempre se utiliza para o aperfeiçoamento de movimentos e o ensino.

19) Plenitude na dança e fonte de pesquisas (20 anos) - O prazer artístico está alicerçado em conhecimento e saber; realiza com o corpo o que desejar e, graças aos anos de pesquisas empreendidas durante a existência, tudo tem coerência e os pontos de estudo parecem alinhavados.

20) Dúvidas sobre quando parar de dançar - É um momento delicado na carreira de toda bailarina e de qualquer artista. Relutância em acreditar que suas apresentações iniciam uma fase descendente em se tratando de tempo; super-valorização do momento presente. O tempo passa para todos.

21) Nostalgia e respeito público (mais de 25 anos) - Seu nome acaba sendo respeitado e admirado por todas aquelas que fazem parte do meio. As lembranças pessoais parecem recentes... Se conseguiu construir uma carreira íntegra, acaba tornando-se uma "lenda viva" na arte. Torna-se fonte de consultas permanente e admira-se com os novos talentos que despontam. No fundo, lamenta que todas tenham que passar por cada uma dessas fases, se quiserem chegar onde chegou. Umas se perderão no caminho, outras florescerão. Afinal, a vida sempre foi um turbilhão de desafios.

Evidentemente, o tempo de dança varia de mulher para mulher e da mesma forma as fases podem ter períodos de continuidade diferentes. Um fator interessante e também muito importante é que tendo conhecimento de que essas fases existem pode-se diminuir sua longevidade e atenuar muitos dos aspectos negativos, principalmente das fases iniciais.

Faz parte da carreira de toda bailarina conviver com essas fases: elas determinam seu desenvolvimento e crescimento. Nada fácil por sinal.

Esta é minha visão do mundo da dança do ventre no Brasil, depois de conviver desde 1983, diariamente com essa arte.

Jorge Sabongi - Agosto 2000
(esta matéria foi escrita e publicada na Revista Khan el Khalili No. 2)
Fonte: http://www.khanelkhalili.com.br/fasesdadanca.htm
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Abu Dabhi


Emirates Palace



Mesquita Sheik Zayed

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Líbano


Cidade de Baalbeck

Jeita Grotto


Cidade de Broummana e pôr-do-sol em Byblos
Downtown Beirut
Festival no Líbano e Mawal Restaurant

After Festival e Bailarina Bassima (Libano) and brazilians belly dancers

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